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Eduardo Samo Gudo: " Não há evidências que o padrão de transmissão deste vírus é influenciado pela temperatura ou pelo clima". Será?

Etiqueta: Verdadeira

Data da declaração: 01.09.2020

Data da verificação: 19.09.2020

Esta declaração foi feita pelo Director Adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS), Eduardo Samu Gudo, a margem do lançamento do inquérito sero-epidemiológico realizado na Província de Tete. O pronunciamento foi feito ainda num contexto em que o país entra para verão e dois dias após um órgão de comunicação social, STV, ter reportado que alguns munícipes da província de Tete ignoravam o uso da máscara alegando que a Cidade fazia muito calor.

Neste contexto, Samu Gudo pronunciou-se nos seguintes termos:

“Não há evidências que o padrão de transmissão deste vírus é influenciado pela temperatura ou pelo clima. Se nós assistirmos o que está acontecer em locais que neste momento estão com temperaturas também elevadas e se assistirmos o que aconteceu nos meses de verão na América do Sul podemos chegar a conclusão que o clima e a temperatura têm um impacto mínimo em relação ao padrão de transmissão.”

O MozCheck analisou a veracidade deste pronunciamento tendo verificado que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia se pronunciado sobre o mesmo assunto no dia 10 de Junho de 2020 onde afirmou desconhecer ainda se o novo coronavírus actuava de forma diferente com as mudanças de temperaturas nas diferentes estações do ano e evitava comparações com o vírus da gripe sazonal.(RM)

De acordo com Mike Ryan (Director Executivo da OMS) citado pela RM, "para ser claro, até ao momento não temos dados que indiquem que o vírus pode actuar de forma mais agressiva ou transmitir-se mais, ou não no inverno”.

Essa informação foi ainda desmentida pela G1 em Março de 2020 onde, mostrando posicionamentos de profissionais na área de saúde, prova que esta afirmação não é verdadeira e que o vírus responsável pela Covid-19 pode ser transmitido em todas áreas independentemente do clima.

Desenvolvendo mais sobre o assunto, Samu Gudo refere ainda que “obviamente que durante o verão as pessoas ficam menos em tempos fechados, mas o vírus não mostra um refreamento em locais onde neste momento as temperaturas são elevadas.”

Portanto, esta informação continua sendo mais uma das várias hipóteses levantadas sobre este novo vírus cuja exactidão continua ainda uma incógnita.