Daiva Khosa: “Não existe tratamento seguro para uma pessoa mordida por um cão raivoso.” Será?

by Odete Moiane

Etiqueta: Exagerado

 

Data da declaração: 8 de Outubro de 2020

Data da verificação: 12 de Outubro de 2020

Esta declaração foi feita em conferência de imprensa, pela responsável dos Serviços de Urgência do Hospital Central de Nampula, Daiva Khosa, publicada pelo Jornal Notícias, edição n.º 31.111. Em ocasião do Dia Mundial da Luta Contra a Raiva, a atenção é voltada ao desenvolvimento de iniciativas, como campanhas de vacinação de animais domésticos, mobilização e alerta para uma doença que pode ser fatal ao homem.

Foi neste contexto que Daiva Khosa pronunciou-se nos seguintes termos:

“Não existe tratamento seguro para uma pessoa mordida por um cão raivoso.”

O MozCheck analisando a declaração acima descrita, concluiu que o pronunciamento de Khosa, é exagerado. Os fundamentos desta conclusão baseiam-se nos dados oficiais divulgados pela OMS segundo os quais a raiva é quase sempre fatal quando ocorrem os sinais clínicos que, geralmente, aparecem 2 a 3 meses após a infecção, em casos excepcionais após alguns dias, ou após mais de seis meses, deste modo, qualquer pessoa mordida por um cão raivoso, ou outro animal, deve procurar aconselhamento medico imediato para iniciar a profilaxia pós-exposição que salva vidas, porque após o aparecimento dos sinais clínicos não existe um tratamento eficaz para a raiva.

Não obstante, a OMS reitera que embora exista uma vacina de imunização de pessoas eficaz contra raiva após uma exposição ou antes da exposição á raiva, ela não esta prontamente disponível ou acessível aos necessitados, portanto, a prevenção é fundamental para o combate a raiva.